19 abr 5 segredos por trás da relação entre jornalistas e assessores

Por Marco Miranda*

Como assessores de imprensa é comum sermos indagados pelo cliente com perguntas do tipo: por que não citaram minha marca ou meu site? Só eu serei entrevistado? Por que não saímos nessa matéria?

A resposta padrão é que “não temos controle sobre o é publicado”. Essa é uma verdade quase que absoluta, mas também reconhecemos que raramente nossos clientes têm oportunidade de conhecer o que acontece por trás das cortinas do mundo do jornalismo.

Existe um limite na relação entre uma marca e a imprensa, e, para a própria saúde desta relação, ele não deve ser ultrapassado. Confira cinco situações em que não podemos interferir:

Sair com os concorrentes: O que seria o jornalismo se não um informativo à população? Com essa finalidade, cabe ao repórter apresentar ao leitor todas as opções de um determinado serviço ou tipo de produto. Por isso, muitas vezes sua marca será posicionada ao lado dos concorrentes e talvez até sendo comparada.

Com ou sem link: Não é comum que os grandes veículos publiquem o hiperlink de sua marca. Há ainda aqueles sites que vendem as “hot words” e podem colocar até mesmo o endereço de um concorrente. Aqui usamos sempre a produção dos releases com os links, mas muitos deles suprimem ou dificultam a publicação por conta de acordos comerciais.

O que significa uma exclusiva: Quando uma informação passada pelo cliente é muito relevante para a imprensa, costumamos utilizar a divulgação exclusiva, em que mais ninguém receberá o material. É um instrumento para chamar a atenção de um veículo de grande porte. Mas apesar da expectativa gerada por uma notícia de destaque, o acordo de exclusividade é em relação à informação, não ao tamanho do espaço ou importância dada a ele no veículo.

Comercial x Redação: A linha entre os representantes comerciais e os editores em um veículo é sempre muito tênue, por isso, o fato de realizar um anúncio nesta mídia, não significa que terá espaço no conteúdo jornalístico. Por questões éticas, tratamos sempre com independência os departamentos redação e comercial.

Rolou entrevista e nada: É comum que o jornalista ouça mais fontes do que realmente necessita para uma matéria, sejam entrevistas por telefone ou e-mail. Por isso, o fato de ser entrevistado não garante a publicação. Além disso, há casos em que fontes são cortadas pelo editor no fechamento do texto final.

Para alcançar os objetivos para além destes limites, o segredo é ter estratégia e planejamento.

marco-miranda-nb-pressMarco Miranda é head de atendimento da NB Press

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