Do papel aos dados: para onde vai o varejo brasileiro?

Do papel aos dados: para onde vai o varejo brasileiro?

Varejo brasileiro do papel aos dados

O caminho trilhado pelo varejo brasileiro ao longo das últimas décadas foi bastante tortuoso. No início do comércio eletrônico, por exemplo, os principais players do mercado torciam o nariz para os canais digitais com receio de interferência nas lojas físicas. Eis que, enquanto ainda dávamos os primeiros passos no conceito de omnichannel, a pandemia de covid-19 obrigou as empresas a se digitalizarem às pressas se quisessem sobreviver. A transformação digital, portanto, não foi estratégia, mas necessidade. Para continuar avançando, é essencial que o consumidor, a ponta final desse sistema, integre cada vez mais o planejamento dessas organizações.

Os indicadores econômicos mostram a necessidade de combinar os desejos do cliente com as soluções tecnológicas. Em 2020, enquanto o setor como um todo teve crescimento mínimo de 1,2% por conta da pandemia de covid-19 e das lojas fechadas, segundo levantamento do IBGE, as negociações em canais digitais tiveram o melhor desempenho da história. O faturamento do e-commerce cresceu 41% no mesmo período, atingindo o valor recorde de R$ 87,4 bilhões, de acordo com informações do relatório Webshoppers, da Ebit/Nielsen. É a maior alta em 13 anos e, ao que tudo indica, não vai parar por aí: a expectativa é crescer 26% em 2021.

O caminho trilhado pelo varejo brasileiro pode (deve) seguir uma importante fonte de inspiração: a China. As empresas chinesas promoveram uma verdadeira revolução em todo o mundo. Liderados pelo gigante Alibaba (cujo fundador Jack Ma até batizou o momento como New Retail), o país criou um verdadeiro ecossistema a partir da adoção de soluções tecnológicas e da análise de dados dos consumidores. Hoje, não há nada que se compare a uma experiência de compra em algum supermercado ou loja chinesa. Pagamentos são feitos com simples QR codes e tudo é elaborado para entregar aquilo que as pessoas querem. Na China, a discussão em torno dos canais de venda não importa mais: o foco está na conveniência proporcionada e na qualidade da marca e do produto/serviço.

Saber o que seu consumidor quer só é possível quando ele passa a fazer parte da estratégia de negócios do varejista. Não se trata apenas de analisar dados para descobrir preferências de pesquisas, assuntos comentados em redes sociais, entre outras informações digitais. Isso é importante, não há dúvida, mas é preciso ir além: a pessoa precisa ter participação mais ativa. Mais do que comprar produtos, ela pode auxiliar nas operações de vendas e de marketing, impulsionando anúncios e marcas por meio de táticas de engajamento. Os consumidores também são influenciadores digitais e conseguem atuar positivamente em suas próprias redes. São os nanoinfluencers, conceito cada vez mais em alta.

O desafio é justamente envolver a pessoa dentro dessa estrutura do varejo nacional. Isso exige mudança cultural, ou seja, de enxergá-la como ferramenta de marketing e de vendas para além da simples relação de compra. Mas também envolve uma digitalização maior, com plataformas que possibilitem a integração e a ofereçam entre ferramentas digitais e a operação da loja física. Assim, o usuário finalmente terá todos os recursos para se engajar com a marca, seja para comprar on-line ou off-line, seja até para participar de campanhas.

O envolvimento dos consumidores na equação financeira é caminho sem volta para o varejo brasileiro. A China já mostrou o trajeto e outros mercados, como o norte-americano, estão acompanhando os ventos da mudança. Agora, cabe aos varejistas brasileiros continuarem avançando neste cenário de digitalização que a pandemia de covid-19 colocou à nossa frente. Prever onde o setor pode estar daqui a cinco ou dez anos sempre é um exercício temerário, mas, nesse caso, não chega a ser tão difícil assim. Independentemente das escolhas feitas pelas empresas daqui por diante, as que terão maior sucesso serão aquelas que compreenderem esse novo momento o quanto antes.

*Cássio Rosas é Diretor de Novos Negócios e Estratégia da Wiboo, plataforma com utility token que promove um programa de fidelização entre varejistas e consumidores por meio de moedas digitais – e-mail: wiboo@nbpress.com

Sobre a Wiboo Company

Criada inicialmente como um social commerce focado em programas de fidelidade, a startup Wiboo é uma plataforma de engajamento online que usa como base uma moeda digital (utility token) para divulgação de campanhas das empresas – anunciantes. Ela utiliza a estratégia de member-get-member, transformando usuários comuns em microinfluenciadores nas redes sociais, WhatsApp e Telegram para aquisição de novos consumidores, com uma proposta de redução de CAC e CPC em relação às mídias digitais existentes. A proposta é atuar como uberização da mídia com a segurança do blockchain. A Wiboo, além das plataformas, é criadora do WiBX, primeiro utility token do país negociado na exchange Mercado Bitcoin. Para mais informações, acesse: https://www.wiboo.com.br

 

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